Editorial

A ideia da realização de uma versão iberoamericana do Festival Prix Jeunesse começou a ser desenhada no princípio de 2001, pelo dinâmico e barulhento grupo de latinos que se conheceu em Munique. Em meio a tantos produtores de diferentes países, estávamos nós, os latinoamericanos, que hoje e sempre trabalhamos apaixonadamente pela mídia infanto-juvenil em nossos países. Juntos, formamos a ALA, Aliança Latino Americana, que reúne mais de dez países e que, inspirada pela experiência internacional, movimenta a produção audiovisual para crianças e jovens por onde passa. Aqui no Brasil, com esse espírito, criamos o Midiativa – Centro Brasileiro de Mídia para Jovens e Adolescentes.

Realizar a IV edição do Prix Jeunesse Iberoamericano foi uma experiência fantástica. Levantar um evento deste tamanho e desta complexidade exigiu muita dedicação e audácia. A comunicação à distância entre os latinos nem sempre é ágil e segura, a Cordilheira deve ter tido algo a ver com isso. Mas conseguimos, e exibimos, numa mesma tela, produções infanto-juvenis de mais de 12 países de língua espanhola e portuguesa, bem como suas respectivas cores e culturas.

 

Durante esse processo, percebemos que há um conceito de programação chamado de bloco, franja e/ou barra que é muito usados em diferentes países iberoamericanos, misturando materiais nacionais e importados, para jovens e crianças. 

 

Sentimos a necessidade de inovar e abrimos pela primeira vez as inscrições aos produtores e coletivos que produzem e/ou veiculam conteúdos para web (TV, internet). A categoria “Melhores Conteúdos Curtos para Web” foi, para nós, um reflexo da situação inconstante e muito pouco aberta a produtores independentes, já que a produção infantil para televisão no continente é irregular e escassa. Com o intuito de transformar essa realidade, o Festival revelou ideias originais e novos diretores que, por meio da experimentação, trazem uma grande contribuição ao setor.

A “Aprender pela experiência”, que é outra novidade em categoria, converge com essas tendências interativas, pois teve votação online com mais de 12.000 visualizações de página.Ela só foi possível graças a uma iniciativa conjunta nossa com uma grande empresa da iniciativa privada, a UNILEVER.

 

Acompanhando o Festival Internacional desde 1994 e o Iberoamericano desde o seu surgimento, vemos o quanto este evento pode inspirar pessoas e instituições a dedicarem cada vez mais atenção e esforços às gerações futuras. Em 2009 não foi diferente!

Beth Carmona - Diretora-Geral do Festival Prix Jeunesse Iberoamericano 2009 e Diretora-Presidente do Midiativa

Créditos

Direção geral: Beth Carmona
Planejamento e coordenação geral: Vanessa Fort
Produção executiva: Simone Chahde
Coordenação de produção: Teresa Cristina Vara
Produção: Fernanda Shidomi e Jorge Leite
Coordenação editorial, redação e tradução: Daniel Leite
Editoração e tradução: Lilia Nemes
Versões em espanhol: Marcela Olivetti
Arte: Thereza Almeida – Gato Azul Estúdo Gráfico
Gestão Financeira: Sandra Alves
Plano de patrocínio: Geraldo Leite e Sonia Penteado – Singular, Arquitetura de Mídia